FloC: como funciona, o que muda e quais são os prazos

floc

Neste ano de 2021, tivemos o conhecimento dos novos planos que o Google tem em relação ao compartilhamento de dados, e ouvimos muito sobre o encerramento dos cookies de terceiros. Porém, sabemos ainda tão pouco sobre o que irá substituir o atual formato de rastreamento dos usuários. Vamos entender mais sobre o FloC e suas atualizações? 

O que é FLOC?

A Aprendizagem Federada de Coorte, ou também chamado FLoC (Federated Learning of Cohorts), tem a premissa de utilizar dados de forma conjunta, e não mais individualmente como vem sendo nas utilizações de cookies de terceiros.

O conceito desta tecnologia é permitir que as AdTechs (empresas que fornecem software e ferramentas para veicular publicidade) possam incluir o código em seus próprios sites para coleta e fornecimento de coorte para as suas plataformas.

Dados como sexo, idade, classe social, formação acadêmica, hobbies e informações demográficas, ou seja, tudo que identifica um usuário através dos seus interesses e comportamentos serão tratados como uma amostra de público através das semelhanças de cada usuário.

E dessa vez, tudo está processado diretamente no navegador do usuário e enviado de forma criptografada para o Google, sendo essa a mudança que tem a intenção de trazer mais segurança no compartilhamento dos dados.

Imagine a seguinte situação, uma plataforma AdTech como o Google Ads por exemplo, pode aprender com os dados de coorte “X” e “Y” de uma loja de departamento interessados em tênis de corrida, sendo que outras AdTechs como o Facebook Ads pode aprender outros padrões de interesses utilizando os mesmos dados de coorte.

A escolha do termo vem do trocadilho “Flock”, que significa “bando” em inglês, sendo esse o principal objetivo: juntar dados semelhantes e transformar em uma amostra, e de forma agrupada (em bando), ter o direcionamento mais preciso do conteúdo. Entenda como funciona na imagem abaixo.

Fonte: Web Dev.

O que muda na publicidade?

A mudança fará a desativação completa da principal maneira pela qual os anúncios são direcionados e na personalização do conteúdo. Em teoria, essa mudança apresenta seus pontos negativos por não estar trazendo um anúncio personalizado e de forma individual para o usuário. Mas basta levarmos em consideração o resultado e deixarmos de olhar para o usuário por um momento para vermos os reais benefícios.

Quando falamos de uma amostra de público focada em seu comportamento, entendemos que nesse grupo está atribuído pessoas que seguem uma característica comum e linear, deixamos de saber quais os interesses de um usuário em específico, mas saberemos como impactar junto à outras pessoas que possuem as mesmas características.

Dessa forma, pessoas que ocasionalmente pesquisam por determinado produto, por exemplo, terão uma espécie de “qualificação” dentro dos dados de Coorte, identificando qual o grau de afinidade que ele possui com o produto, se está apenas explorando ou se possui potencial para compra. O que na prática é estarmos visualizando anúncios que realmente façam sentido para nós com base em nosso comportamento do dia a dia na internet.

O mais importante de tudo é a autonomia dada aos sites que permitirá a ativação ou desativação do FLoC, com isso, sites que abordam tópicos sensíveis poderão bloquear o compartilhamento dos dados dos seus visitantes para as análises de coorte. Ainda haverá uma segunda camada de segurança que de acordo com a documentação Web.Dev do Google caso um coorte represente um volume maior do que o normal de pessoas que visitam um site classificado como conteúdo sensível, toda a coorte será desconsiderada. Exemplos como situação financeira negativa e saúde mental.

Qual o motivo dessa mudança?

A tecnologia de coleta de dados via Cookie está no mercado há mais de 25 anos. O objetivo do Google é transformar dados capturados pelos usuários para assimilar padrões característicos que definem o comportamento de navegação, tudo isso com a intenção de trazer mais segurança para os dados de usuários, que conforme mais inovações vão acontecendo, mais os dados se tornam valiosos e necessários para as organizações, para oferecer experiências relacionada a gostos e preferências.

E o que dizem as empresas? Porque o Reino Unido está pressionando o Google diante da atualização?

Empresas como Microsoft, Mozilla e gigantes de tecnologias de cibersegurança têm criticado a violação de privacidade para o usuário, mesmo tendo a promessa de ser um recurso mais seguro.

O que sabemos é que as informações dos usuários serão criptografadas no próprio dispositivo, e enviado de forma criptografada ao Google. Entende-se que há um risco de esses dados terem sua criptografia quebrada por cibercriminosos, e que isso pode mostrar qual é o padrão de navegação dos usuários. O que não podemos identificar é a veracidade dos fatos, justamente porque a substituição poderá ocorrer em 2023, e até lá muita coisa pode mudar na tecnologia.

Muitas empresas se sentem ameaçadas pois estariam cada vez mais dependente da big tech, tornando seus custos em publicidade mais concentrado no ecossistema do Google.

Com isso, a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido pressionou a gigante por meio de investigações antitruste, lei que determina promover uma concorrência leal em benefício dos consumidores, restringindo a formação de monopólios e dando o direito de concorrência. O que se tornou um dos motivos de o Google estender seu prazo de migração das tecnologias.

Quando e como entrará em vigor essa atualização?

O planejamento é que o Google elimine o uso de cookies após 3 meses de uso efetivo do FLoC, estimado sua finalização até final de 2023, sendo a duração de 9 meses para o suporte do Chrome descontinuar a utilização de cookies de terceiros a partir de 2022.

É necessário também que a empresa esteja sujeita a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido, atual órgão que está investigando o impacto relacionado à solução da Privacy Sandbox na substituição dos cookies de terceiros.

E agora?

As notícias sobre o FLoC que atualmente estava sendo o foco de muitas críticas e elogios, diminuirá até que o momento em que esse assunto volte a correr quando houver continuação dos testes.

O que grandes organizações aprenderam com todos esses eventos é que chegou hora de dar um basta para tecnologias que possam gerar a impressão de “única” e transformar isso em um mercado para novos recursos alternativos e autênticos. Queremos que o único vencedor nessa corrida seja a privacidade do consumidor e impactos positivos na publicidade.

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Referências: Digiday, CNBC, Canal Tech, Web Dev, Uol e Proxxima.

Autores: Caco Fernandes e João Vitor Bueno

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Éder Varela

Gerente de e-commerce na Havan

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