A escassez de matéria-prima na indústria: um impacto causado pelo coronavírus

A escassez de matéria-prima na indústria: um impacto causado pelo coronavírus


A epidemia do coronavírus em 2020 trouxe vários prejuízos em diversos setores do comércio relacionados a fornecimento de matéria-prima e commodities. Por isso, abrimos a discussão entre nossos profissionais e coletamos informações do mercado, a modo de lhe auxiliar a passar por esse período da melhor forma possível. 


Hoje, a indústria sofre com a falta de insumos e aumento dos preços de matéria-prima, além de encarar dificuldade no fornecimento para todos os mercados produtivos no país. Essa crise está afetando praticamente todas as áreas, desde a construção civil, passando por papelão, embalagens, componentes eletroeletrônicos, setor têxtil, mobiliário, produtores rurais e agronegócios. Importadores e grandes players varejistas estão ficando sem itens básicos.


Uma pesquisa online feita pela CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) avalia os efeitos de seis meses da pandemia na indústria, e mostra que 47% das empresas estão encontrando dificuldades para conseguir insumos, matérias-primas e mercadorias. Além disso, a pesquisa também aponta que 63% das empresas estão com o estoque baixo, fazendo com que o preço da matéria-prima aumente consideravelmente. Esse estudo feito na grande São Paulo nos dá um parâmetro da situação em todo o Brasil. 


Tendo em vista a falta de material e o aumento considerável dos preços, o varejo também é atingido de forma direta, criando uma avalanche negativa no mercado, incluindo o e-commerce. Muitas fábricas estão com o fornecimento limitado, atendendo somente clientes mais antigos e maiores, deixando de lado uma grande fatia do mercado. 


Mas, quais são os fatores que nos trouxeram à essa situação? 


Há diversas razões que explicam a situação desequilibrada entre oferta e demanda no Brasil. Entre elas estão:



  • A alta do dólar

  • A baixa produção devido à queda da força de produção causada pela diminuição de funcionários nas fábricas

  • O aumento das exportações em decorrência do câmbio favorável

  • E a normalização da demanda em países onde a doença está mais controlada


Prevenção e adaptação em tempos de crise


Reunimos algumas estratégias que poderão lhe ajudar a não passar por esse momento da pior forma, focando principalmente na organização dos processos e ensinando como prever e não estar sujeito tão facilmente a estas mudanças no cenário comercial. Fique com a gente:


1. Não dependa de um único fornecedor: essa é a regra Nº 1. Por isso, tenha uma lista de fornecedores por produto, categoria, item. Além de crises econômicas mundiais, imprevistos acontecem. Assim, caso seu principal fornecedor falhar, você tem para onde correr.


2. Traga seus fornecedores para perto: dialogue, trace acordos de fornecedores menos rígidos e com mais flexibilidade. Mostre para seus fornecedores outros tipos de produtos e matérias-primas substitutas para seu negócio, em caso de escassez do principal produto. 


Outra boa saída é manter uma relação estreita e atualizada do planejamento de entrega dos fornecedores, para antecipar quando o mesmo irá começar a receber menos material para lhe entregar, tendo tempo hábil para mudar a estratégia e organizar estoque.


3. Expanda seu estoque: assim que possível, reavalie a possibilidade e viabilidade por perecibilidade, de aumentar seu estoque para garantir sua operação a longo prazo, pelo menos dos itens que mais precisa. Em tempos instáveis, você sairá na frente e não sentirá as mesmas dores dos seus concorrentes.


4. Inteligência estratégica na logística: caso sua operação for bastante ativa, com uma boa noção de previsão do comportamento de compra, planeje seu estoque baseado no calendário de campanhas e sazonalidade do ano, e crie uma estratégia de compra e reposição mais espaçada com compras maiores. Desta forma, você constrói uma segurança de operação, consegue melhores condições de compra com os fornecedores e planeja suas ações com maior estratégia, driblando as eventualidades de queda de fornecimento.


5. Entenda seu capital de giro e caixa: as fábricas já estão retornando à sua rotina normal, assim, estão e vão ficar cada vez mais repletas de pedidos, podendo priorizar os aqueles que podem pagar a mais pelo serviço, que tem mais capital de giro e caixa. Entenda qual é a sua posição para, se for o caso, atentar-se à outras soluções.


6. Tenha um planejamento de crise: você precisa pensar em diversos cenários futuros, com contratempos e empecilhos, e ter um plano para cada um deles. Monte uma estratégia para diminuir os impactos em casos de futuros imprevistos.


Se o seu produto é diretamente ligado ao clima ou temporadas, se é refém de determinados transportes (importação por barcos, por exemplo) ou se o consumo de seu produto tem maior apelo em determinadas épocas do ano (ar condicionado ou aquecedores, por exemplo) é preciso considerar estes cenários durante o ano, somar a sua experiência dos anos passados e criar um planejamento estratégico de previsibilidade para os principais momentos de aumento e queda de vendas no ano.


É importante também que neste plano haja participação dos fornecedores e de seu departamento de marketing, para oferecer os produtos certos, nas horas certas e criar ações pontuais durante todo o ano para manter a harmonia de vendas e a competitividade comercial.


7. Transparência em busca de fidelização: comunique de forma clara no site e nas redes sociais que poderá haver atrasos nas entregas. Em caso de atrasos, bonifique seu cliente com um cupom de desconto para a próxima compra ou qualquer outra vantagem que possa oferecer, até mesmo impresso e anexado na embalagem de entrega ou enviado em forma de e-mail marketing. 


Além disso, faça uma força tarefa para acompanhar cada detalhe das compras dos clientes até a entrega. Seja o primeiro a saber caso ocorra alguma anormalidade. Mostre-se solícito e próximo ao cliente, sendo transparente em relação à um problema que você (empresa) não tem controle, revela uma ética e traz credibilidade ao cliente, característica fundamental para retenção do mesmo, além de valorizar a marca aos olhos do consumidor.


8. Novos recursos: se não houver saída, pense: que outra matéria-prima, quem sabe até mais ecológica, pode ser substituída na sua produção? São em momentos como este que a inovação e criatividade crescem. 


Novas alternativas, organização e otimismo


O cenário de incertezas já atinge o cotidiano das indústrias e empresas de grande parte dos segmentos. Porém, as consequências da pandemia nos mostram a necessidade de buscar alternativas para enfrentar desafios como esse. Estar atento, organizado e ter um amplo olhar para processos, fornecedores e possibilidades, torna sua empresa mais forte e preparada. 


Junto a isso, o otimismo também deve estar presente. Uma vez adequado a esse desequilíbrio, a normalização de volume da matéria, e o possível retorno de preços, a tendência agora é a retomada do mercado.


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Fontes: CNN, Folha de S. Paulo, O Globo, Tribuna Liberal, Becommerce e Ecommerce na Prática. 


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Por hibrido

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